
Mais de 50 anos após as missões Apollo, as bandeiras dos Estados Unidos fincadas na Lua continuam despertando curiosidade – e também levantando questões sobre preservação histórica fora da Terra. Entre 1969 e 1972, seis missões tripuladas da NASA deixaram bandeiras americanas na superfície lunar.
O gesto se tornou um dos símbolos mais marcantes da corrida espacial e permanece visível até hoje em alguns casos. Imagens captadas pelo satélite Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) indicam que pelo menos três dessas bandeiras – das missões Apollo 12, 16 e 17 – ainda estão de pé, identificadas por suas sombras projetadas no solo lunar.
Nem todas resistiram da mesma forma. A bandeira da Apollo 11, a primeira a ser instalada, pode ter sido derrubada ainda em 1969. O astronauta Buzz Aldrin relatou que viu o objeto tombar devido à força gerada pela decolagem do módulo lunar. Já o estado das bandeiras das missões Apollo 14 e 15 é incerto, já que os registros disponíveis não são conclusivos.
Mesmo as que continuam de pé dificilmente mantêm sua aparência original. As bandeiras estão expostas a um ambiente extremo, sem atmosfera para proteção, com décadas de radiação solar intensa, variações bruscas de temperatura e impactos de micrometeoritos.
Especialistas apontam que o material – feito de náilon comum – provavelmente perdeu sua coloração original ao longo do tempo. “O náilon da bandeira provavelmente se degradou como resultado da exposição prolongada à luz solar”, explicou Anne Platoff, historiadora da Universidade da Califórnia, ao site Space.com. Além da descoloração, há indícios de que o tecido possa estar fragilizado ou até parcialmente destruído.
A presença desses objetos históricos na Lua também reacende discussões sobre preservação. Com o aumento do interesse internacional na exploração lunar, cresce a preocupação com a proteção dos vestígios da primeira era espacial.
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