Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 8 de abril de 2026 · 2 min de leitura ·

Artemis 2: cientistas ficam surpresos com impactos de micrometeoros na Lua

Artemis 2: cientistas ficam surpresos com impactos de micrometeoros na Lua

Cientistas da NASA comemoraram com entusiasmo as imagens e observações feitas pelos astronautas da missão Artemis 2 durante o sobrevoo histórico pela face oculta da Lua. O momento, considerado o ponto alto da missão, revelou um fenômeno inesperado: múltiplos impactos de micrometeoros na superfície lunar.

Na segunda-feira (6), a tripulação a bordo da espaçonave Orion realizou sua maior aproximação do satélite natural da Terra. Durante a manobra, os astronautas capturaram imagens detalhadas e registraram diversas observações científicas, algumas delas recebidas com reações entusiasmadas no Science Evaluation Room, no Johnson Space Center, nos Estados Unidos.

De acordo com Kelsey Young, líder de ciência lunar da Artemis 2, houve “gritos audíveis de alegria” entre os cientistas ao acompanharem os dados enviados pela tripulação. A reação foi provocada pela identificação de impactos de micrometeoros na superfície da Lua — algo que não era esperado pela equipe.

A aproximação com a Lua foi o principal foco científico da missão, que tem duração total de dez dias, com ida e volta ao entorno lunar. Segundo Young, os resultados até agora têm superado as expectativas. “O moral está muito alto. Fizemos o que nos propusemos a fazer. A equipe de ciência lunar e a tripulação se prepararam extensivamente”, afirmou. Ainda assim, ela destacou que ninguém estava preparado para observar tantos impactos.

A missão Artemis 2 marca o retorno de humanos ao espaço lunar pela primeira vez desde a missão Apollo 17, realizada em 1972. Por isso, os astronautas passaram por preparação intensiva para executar tarefas científicas durante o voo.

Entre as atividades, os tripulantes foram orientados a identificar características geográficas da Lua, fotografar a superfície e registrar suas observações para análise posterior na Terra. Com a luz direta do Sol bloqueada pelo disco lunar durante o eclipse, eles conseguiram observar a olho nu os clarões provocados pelos impactos.

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