
Um professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) desenvolveu uma rota interplanetária até três vezes mais curta do que os trajetos convencionais para Marte.
O estudo de Marcelo de Oliveira Souza, doutor em física, aponta que a viagem de ida e volta pode ser concluída em até 226 dias (sete meses) usando tecnologia já disponível hoje.
O trabalho foi aceito pela revista científica Acta Astronautica, publicação da Academia Internacional de Astronáutica. E representa um avanço significativo para o planejamento de missões tripuladas ao planeta vermelho.
O método proposto por Souza utiliza dados orbitais de asteroides como referência para identificar “corredores geométricos” que encurtam drasticamente o tempo de viagem. Isso sem demandar propulsão mais avançada do que a existente.
O projeto nasceu em 2015, quando Souza começou a estudar asteroides com trajetórias próximas às da Terra e de Marte. Na época, porém, a ausência de ferramentas computacionais adequadas impediu avanços.
O físico precisava fazer simulações passo a passo. “Eu não dominava tecnologia e não tinha recursos para fazer as simulações rápidas”, contou o pesquisador em entrevista à CNN Brasil.
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