
Estudantes do Projeto Jupiter, grupo de extensão da Escola Politécnica (Poli) da USP, lançaram o Elara II, o primeiro foguete da universidade impulsionado por um motor de propulsão híbrida, neste mês.
A operação ocorreu no campus de Pirassununga (SP), com o apoio da Academia de Força Aérea (AFA). O marco é significativo por introduzir uma tecnologia ainda pouco explorada no ambiente universitário nacional.
O desenvolvimento do motor, batizado de Nêmesis, é o resultado de quase dez anos de pesquisa conduzida pelos próprios alunos.
Este projeto é um bom exemplo de “engenharia do zero”. Isso porque a Poli não tem curso de engenharia aeroespacial. Então, os alunos tiveram que projetar e construir toda a infraestrutura (e o conhecimento técnico, diga-se) sozinhos.
Diferente de um foguete convencional que você vê em filmes, o Elara II utiliza uma mistura de dois estados da matéria para gerar movimento.
Na engenharia aeroespacial, a maioria dos motores usa ou apenas propelentes sólidos (como um fogo de artifício gigante) ou apenas líquidos (como os foguetes da SpaceX).
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