Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 13 de abril de 2026 · 1 min de leitura ·

Sem curso aeroespacial, alunos da USP montam foguete inédito do zero

Sem curso aeroespacial, alunos da USP montam foguete inédito do zero

Estudantes do Projeto Jupiter, grupo de extensão da Escola Politécnica (Poli) da USP, lançaram o Elara II, o primeiro foguete da universidade impulsionado por um motor de propulsão híbrida, neste mês. 

A operação ocorreu no campus de Pirassununga (SP), com o apoio da Academia de Força Aérea (AFA). O marco é significativo por introduzir uma tecnologia ainda pouco explorada no ambiente universitário nacional.

O desenvolvimento do motor, batizado de Nêmesis, é o resultado de quase dez anos de pesquisa conduzida pelos próprios alunos. 

Este projeto é um bom exemplo de “engenharia do zero”. Isso porque a Poli não tem curso de engenharia aeroespacial. Então, os alunos tiveram que projetar e construir toda a infraestrutura (e o conhecimento técnico, diga-se) sozinhos.

Diferente de um foguete convencional que você vê em filmes, o Elara II utiliza uma mistura de dois estados da matéria para gerar movimento.

Na engenharia aeroespacial, a maioria dos motores usa ou apenas propelentes sólidos (como um fogo de artifício gigante) ou apenas líquidos (como os foguetes da SpaceX).

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