Julia Monteiro
Julia Monteiro
Inteligencia Artificial · 11 de julho de 2017 · 3 min de leitura ·

Pais jovens prefeririam ser cuidados por robôs na velhice, diz estudo

Pais jovens prefeririam ser cuidados por robôs na velhice, diz estudo

O que você precisa saber

O IEEE, Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos, divulgou recentemente o estudo “Inteligência Artificial: Um Estudo sobre o Impacto da IA Sobre os Pais deste Milênio e Seus Filhos, a Geração Alfa”. Dentre as informações levantadas pela pesquisa, destaca-se o fato de que as pessoas nascidas entre 1985 e 1997 que já têm filhos prefeririam ser cuidadas por robôs do que por eles na velhice.

Foram entrevistados, no total, 600 pais e mães com idades entre 20 e 36 anos de idade que tenham pelo menos um filho de até sete anos. O objetivo era avaliar como a inteligência artificial vai afetar o resto da vida dos “pais do milênio” (pessoas nascidas entre 1985 e 2000) e as “crianças alfa” (aquelas nascidas de 2010 para frente). Isso porque as “crianças alfa” já nascem em um mundo no qual a inteligência artificial é muito presente, e portanto se relacionam de maneira diferente com ela.

No total, 80% dos pais disseram que as tecnologias de inteligência artificial ajudarão seus filhos a aprender, desde a primeira infância, mais e de maneira mais rápida do que a geração deles. 74% deles também disseram que considerariam usar um professor robô para educar seus filhos. Além disso, 40% dos pais disseram que empregariam um robô para ajudar a cuidar de seus bebês, ou mesmo substituiriam uma babá humana por um robô-babá.

Benefícios da inteligência artificial também aparecem para os pais. 45% concordaram totalmente com a afirmação de que essas tecnologias “minimizam minhas frustrações como pai”, e 64% se posicionaram da mesma maneira quanto à afirmação de que elas “me dão mais tempo para fazer outras coisas”. Por outro lado, 63% afirmaram também que elas “diminuíram de alguma maneira a quantidade de tempo que eu passo envolvido com meu filho”.

Além de cuidar dos seus filhos e ensiná-los, os pais também pensam em outro papel importante para os robôs nas vidas de suas crias: companheiros. 48% dos pais disseram que pensariam em adquirir um “robô de estimação”. Nesse aspecto, as mães foram mais receosas que os pais (42% das mulheres contra 55% dos homens).

Durante a adolescência, a pesquisa mostrou que o momento de começar a dirigir também pode se tornar menos preocupante para os pais. 31% disseram que se preocupariam mais com seu filho dirigir sozinho pela primeira vez do que com seu filho andar sozinho em um carro autônomo pela primeira vez. No entanto, apenas 25% acreditavam que seu filho andar sozinho em um carro autônomo seria mais preocupante do que ele dirigir sozinho. Para 44%, porém, as duas situações são igualmente preocupantes.

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