Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 29 de abril de 2026 · 2 min de leitura ·

Mistério das “montanhas de fogo” no Sol é finalmente desvendado

Mistério das “montanhas de fogo” no Sol é finalmente desvendado

Um artigo publicado este mês na revista Nature Astronomy esclarece um dos principais mistérios do Sol: como se formam e se mantêm as proeminências solares. Essas enormes estruturas de plasma podem permanecer estáveis por semanas ou meses na atmosfera solar, apesar das condições extremas ao redor.

As proeminências são formações gigantescas de plasma que se estendem por milhares de quilômetros acima da superfície solar. Elas ficam na coroa do Sol, uma região extremamente quente, com temperaturas que chegam a milhões de graus. Já as proeminências são muito mais frias, cerca de 10 mil graus Celsius, e também podem ser até cem vezes mais densas que o ambiente ao redor.

Em um comunicado, os pesquisadores explicam que essas estruturas podem ser comparadas a “montanhas flutuantes” presas por campos magnéticos. Segundo Lisa-Marie Zeßner-Ondratschek, do Instituto Max Planck, na Alemanha, o campo magnético é a principal força que organiza e sustenta esses fenômenos. Ele atua em todas as etapas, desde a formação até a manutenção dessas estruturas na atmosfera solar.

Modelos recentes mostram que o magnetismo cria regiões elevadas próximas à superfície do Sol, formando uma espécie de “vale” entre elas. Nesse espaço, o plasma mais frio se acumula. Parte desse material vem da cromosfera, enquanto outra parte desce da coroa ao longo das linhas do campo magnético, resfriando-se e ajudando a manter a estrutura ativa.

Os novos cálculos conseguem representar com mais precisão como esses processos trabalham em conjunto. Eles indicam um equilíbrio contínuo entre o material que entra e o que se perde, o que ajuda a explicar por que as proeminências podem se manter estáveis por tanto tempo.

Entender essas estruturas é importante para prever o clima espacial. Quando se tornam instáveis, podem gerar explosões que lançam partículas pelo Sistema Solar e alcançar a Terra, afetando satélites e redes elétricas.

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