Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 3 de maio de 2026 · 1 min de leitura ·

Eta Aquáridas: Como evitar que a Lua atrapalhe (muito) a observação dos meteoros

Eta Aquáridas: Como evitar que a Lua atrapalhe (muito) a observação dos meteoros

A chuva de meteoros Eta Aquáridas, composta por detritos deixados pelo Cometa Halley, deve atingir seu pico entre a noite de terça-feira (05) e a manhã de quarta-feira (06). Mas, em 2026, os entusiastas da astronomia encontrarão uma barreira: o brilho intenso da Lua provavelmente vai ofuscar a visibilidade do fenômeno.

Tradicionalmente, observadores no Hemisfério Sul conseguem visualizar dezenas de meteoros por hora durante o ápice. Porém, a interferência da luz lunar pode reduzir essa taxa pela metade. 

No Hemisfério Norte, a expectativa é ainda mais modesta, com projeções de menos de dez meteoros por hora, segundo a Associated Press.

O fenômeno ocorre anualmente quando a Terra cruza a trilha de detritos deixada pelo Cometa Halley em sua jornada de 76 anos ao redor do Sol. 

Quando esses pequenos pedaços de rocha e gelo entram na nossa atmosfera em altíssima velocidade, eles se incendeiam, o que cria o efeito visual conhecido popularmente como estrelas cadentes. 

Embora o Halley só deva visitar a vizinhança da Terra novamente em 2061, suas “migalhas” espaciais garantem esse show previsível e aguardado por astrônomos amadores.

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