
Astrônomos identificaram um raro sistema planetário em que um gigantesco “Júpiter quente” não está sozinho. O sistema TOI-1130 chamou a atenção porque abriga um planeta gigante extremamente próximo de sua estrela, acompanhado por um segundo planeta menor, algo incomum nesse tipo de configuração cósmica.
Os chamados “Júpiteres quentes” são gigantes gasosos que orbitam muito perto de suas estrelas. Apesar disso, eles não se formam nessas regiões escaldantes. Os cientistas acreditam que esses planetas nascem muito mais distantes e depois migram para áreas internas do sistema, segundo informações do site Space.com.
Durante essa migração, a enorme gravidade desses gigantes costuma expulsar outros planetas do caminho. Porém, no sistema TOI-1130, isso aparentemente não aconteceu. O gigante TOI-1130c permaneceu acompanhado de um planeta menor chamado TOI-1130b.
A descoberta ganhou força após observações feitas pelo James Webb. Os pesquisadores analisaram a atmosfera do mini-Netuno (o planeta menor) enquanto ele passava diante de sua estrela, observando quais comprimentos de onda de luz eram absorvidos.
Os dados mostraram uma atmosfera rica em vapor d’água, dióxido de carbono, dióxido de enxofre e sinais de metano. Essa composição indica que o planeta se formou longe da estrela, além da chamada “linha de gelo”, região fria onde a água existe principalmente em forma sólida.
Segundo os pesquisadores, o mini-Netuno conseguiu sobreviver porque migrou junto com o Júpiter quente em vez de ser expulso por ele. Os dois planetas permaneceram gravitacionalmente conectados até estabilizarem suas órbitas atuais.
Entre para comentar.