
A seda natural, conhecida por sua resistência em teias de aranha e casulos de bicho-da-seda, foi transformada por pesquisadores em um supermaterial que supera a resistência do osso humano e se aproxima da rigidez do Kevlar. O avanço foi desenvolvido por cientistas da Universidade Tufts (EUA), Imperial College London (Reino Unido) e Universidade de Michigan (EUA).
O novo processo não utiliza produtos químicos complexos ou métodos que consomem muita energia. Em vez disso, os pesquisadores desenvolveram uma técnica que funde fibras de seda natural, preservando grande parte de sua força original por meio da aplicação controlada de calor e pressão.
Por anos, engenheiros tentaram usar seda em medicina e eletrônica devido à sua biocompatibilidade natural. No entanto, os métodos convencionais de processamento dissolvem as fibras de seda em proteínas individuais para depois reconstruí-las, um processo que demanda grandes volumes de água, produtos químicos, energia e tempo, além de enfraquecer o material final.
“O processo quebra as fibras naturais em proteínas individuais de fibroína de seda antes de processá-las em novas formas, então, perdemos muito da força inerente das fibras originais”, explicou, ao Earth.com, Chunmei Li, professora assistente de pesquisa na Escola de Engenharia da Tufts.
“Com este novo método, não há necessidade de dissolver a seda – simplesmente alinhamos as fibras e aplicamos calor e pressão, e elas se fundem em uma etapa.”
A seda fundida desenvolve uma estrutura interna em camadas que compartilha semelhanças com a madeira. Em ambos os materiais, feixes de fibras se alinham em uma direção e transferem tensão através da estrutura.
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