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Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · · 2 min de leitura ·

Sol “denuncia” explosão e intriga cientistas sobre previsão de tempestades solares

Sol “denuncia” explosão e intriga cientistas sobre previsão de tempestades solares

Pesquisadores identificaram alterações incomuns na atmosfera do Sol antes da ocorrência de uma erupção solar de classe X9, registrada em 3 de outubro de 2024. O estudo recente analisou dados obtidos por um instrumento da NASA voltado ao monitoramento detalhado de regiões ativas da estrela, revelando mudanças físicas que antecederam o evento.

A investigação foi conduzida a partir de uma rara janela de observação contínua de cerca de cinco horas, captada porque a região solar já apresentava atividade intensa nos dias anteriores. O principal responsável pela análise é Louis Seyfritz, pesquisador de pós-graduação do Instituto de Tecnologia de Nova Jersey: ele afirmou que não esperava encontrar padrões tão claros antes da explosão.

Segundo os dados, variações simultâneas em brilho, movimentação do plasma e turbulência começaram horas antes da erupção e evoluíram até o instante do evento. Os resultados indicam que essas combinações podem futuramente auxiliar na identificação de condições propícias a grandes explosões solares, embora ainda não permitam previsões precisas.

A análise se baseou em observações do instrumento IRIS, da NASA, que registrou a atividade de uma região solar altamente instável antes da liberação de energia que gerou o flare X9. Essa configuração já vinha produzindo outras explosões nos dias anteriores, o que motivou o acompanhamento contínuo do local.

O conjunto de dados revelou três mudanças principais no comportamento do plasma: aumento de luminosidade, alteração no movimento em relação ao observador e intensificação da chamada velocidade não térmica, associada à turbulência em pequena escala. Essas variações começaram aproximadamente três horas antes da explosão.

Além disso, o estudo identificou oscilações recorrentes na região afetada, com ciclos que variavam entre sete e dez minutos e outros entre 18 e 21 minutos. Esses padrões se concentraram em áreas onde campos magnéticos opostos se encontram, sugerindo acúmulo de tensão magnética.

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