Julia Monteiro
Julia Monteiro
Inteligencia Artificial · 21 de agosto de 2017 · 2 min de leitura ·

Executivos da SpaceX e do Google pedem que ONU proíba ‘robôs assassinos’

Executivos da SpaceX e do Google pedem que ONU proíba 'robôs assassinos'

O que você precisa saber

Um total de 116 fundadores de empresas de inteligência artificial de 26 países escreveram uma carta aberta à ONU para que ela, segundo o Instituto Future of Life, “aborde urgentemente o desafio de armas autônomas letais (comumente chamadas de ‘robôs assassinos’) e proíba seu uso internacionalmente”.

No documento, os especialistas elogia as iniciativas da ONU de criar um grupo de especialistas governamentais para tratar dessa questão, e de apontar o embaixador indiano Amandeep Singh Gill para a sua diretoria. No entanto, eles lamentam o fato de que a primeira reunião do grupo tenha sido cancelada (ela foi adiada para novembro). 

Segundo os signatários, “armas autônomas letais ameaçam se tornar a terceira revolução da guerra. Uma vez criadas, elas permitirão que conflito armado se faça numa escala maior do que nunca, e numa escala de tempo mais rápida do que humanos podem entender”.

Eles reforçam ainda que “nós não tempos muito tempo para agir”, já que “uma vez que essa caixa de Pandora for aberta, será difícil fechá-la”. Por esses motivos, os fundadores das empresas de inteligências artificiais dizem: “imploramos às partes envolvidas que encontrem um meio de proteger a todos nós desses perigos”. 

Essa não é a primeira vez que o assunto é discutido no âmbito da ONU. Em dezembro de 2016, a organização reuniu um comitê de 123 membros para rever sua Conferência sobre Armas Convencionais de maneira a incluir armas autônomas letais. Dos 123 membros, 19 deles já se manifestaram a favor de uma proibição total de armas desse tipo.

Dentre os signatários, destacam-se Mustafa Suleyman, um dos fundadores da DeepMind, uma empresa-irmã do Google cujas criações já derrotaram a humanidade em Go, e Elon Musk. Musk é o CEO de diversas empresas, como a SpaceX e a Tesla, e já vem alertando sobre os potenciais perigos da inteligência artificial há algum tempo. 

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