Provedor do RJ que pagava traficantes por monopólio é alvo da polícia

A Polícia Civil do Rio de Janeiro cumpriu nove mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (18) contra uma quadrilha formada por uma empresa que recorria a traficantes para fornecer internet de modo exclusivo a bairros fluminenses. Segundo as investigações, o provedor de rede, TV a cabo e telefonia pagava semanalmente para que os criminosos expulsassem técnicos da concorrência, além de queimar e vandalizar cabos.
Policiais civis da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) fizeram parte da operação Tráfico.com, deflagrada pela Polícia Civil do Rio na manhã de hoje. Os nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços na Ilha do Governador, zona norte do Rio.
Contudo, a investigação aponta que a quadrilha atuava não só em Dendê (Ilha do Governador) como também em diversos bairros do estado: no Morro dos Macacos (Rio de Janeiro), em Jacaré (Niterói), e em Manoel Correa e Jardim Nautilus (Cabo Frio, região dos Três Lagos).
Segundo a Polícia Civil do Rio, a empresa associada ao tráfico atende a mais de 20 mil clientes nessas regiões. A estimativa é de que o provedor tenha um faturamento bruto mensal de mais de R$ 1 milhão.
A DDSD aponta que o provedor pagava valores semanais a lideranças do tráfico nesses bairros para que concorrentes fossem impedidos de oferecer seu serviços. Com isso, a empresa acabou criando um monopólio.
Para cumprir sua parte do acordo, os traficantes expulsavam técnicos de outros provedores que tentavam instalar redes que não fossem da empresa associada ao tráfico. Segundo relatos de funcionários de operadoras de telefonia, os criminosos faziam ameaças com armas de fogo.
Fonte: Tecnoblog
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