Novo chip quântico da IBM não pode ser simulado nem por supercomputadores

A busca por um computador quântico viável e capaz de resolver os mais desafiadores problemas continua. A IBM, uma das companhias que mais pesquisam sobre o assunto, acaba de revelar o seu último feito: o IBM Eagle, um processador quântico de 127 qubits. Trata-se de um chip tão potente que não pode ser simulado nem por um supercomputador.
Há uma boa razão para gigantes da tecnologia apostarem alto na computação quântica: uma máquina do tipo poderá resolver problemas tão complexos que demandariam meses ou anos para serem tratados por computadores atuais.
É por isso que Darío Gil, diretor da IBM Research, não esconde a sua empolgação com o avanço mais recente: “a chegada do processador Eagle é um enorme passo em direção ao dia em que computadores quânticos poderão superar [o desempenho de] computadores clássicos em níveis significativos”.
Os ditos computadores clássicos são baseados na lógica binária, isto é, realizam operações com base em bits. Um bit deve assumir um estado representado por 0 ou 1, mas não ambos ao mesmo tempo.
Já a computação quântica tem como base o qubit (simplificação de “bit quântico”), que pode assumir 0, 1 ou uma superposição de ambos os valores. Essa abordagem abre um leque de possibilidades para a computação, desde que o computador consiga lidar com um número significativo de qubits.
Está aí a razão para o IBM Eagle ser digno de nota. O chip é o primeiro a superar a barreira dos 100 qubits, marca que é suficiente para determinar que um computador quântico supera a computação clássica. Pelo menos é o que Arvind Krishna, CEO da IBM, dá a entender em entrevista ao Axios:
Fonte: Tecnoblog
Entre para comentar.