Google alerta para phishing no YouTube e venda de canais sequestrados

O Google detalhou alguns dos ataques hackers feitos a canais no YouTube com o uso de malwares que roubam senhas e cookies das vítimas. Segundo a empresa, esses hackers usavam engenharia social para aplicar golpes de phishing, e o serviço era feito em troca de 25% a 70% da receita obtidas em lives de criptomoedas — foi o caso do canal Loop Infinito.
Uma nota do Grupo de Análise de Ameaças do Google divulgada na quarta-feira (20) explicou sobre a onda de ataques hackers contra canais do YouTube.
Alguns brasileiros já foram alvo dessas invasões: o canal Loop Infinito, que mais de 1 milhão de inscritos, foi hackeado no mês passado. Nesse caso, a conta que invadiu a página era do Tucomenistão. Sob controle da conta Google ligada ao canal, o hacker promoveu lives divulgando a criptomoeda ethereum. O mesmo aconteceu com o canal de YouTube e Twitter do DJ Alok, por onde o invasor promoveu uma transmissão ao vivo com NFTs.
De acordo com o Google, a divulgação de criptomoedas pelos invasores é uma tendência nos ataques aos youtubers. Quando não há a promoção de moedas digitais, o canal corre o risco de ser vendido em um leilão paralelo realizado pelo invasor.
A maioria dos invasores recrutados para roubar canais do YouTube vêm de um fórum russo na internet. A principal tática usada é atrair a vítima para uma suposta colaboração em seu canal — como oportunidades de patrocínio — e, então, o hacker sequestra a página do youtuber.
A maioria oferece parcerias para os youtubers testarem anti-virus, VPNs, tocadores de música, softwares de edição de foto ou jogos online.
Fonte: Tecnoblog
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