Vivo e Nokia testam 5G mais rápido via ondas milimétricas no RJ

O leilão do 5G ainda não tem data marcada, e enquanto isso as operadoras se aventuram com a tecnologia de compartilhamento dinâmico de espectro (DSS) ou testes com as frequências que só chegarão comercialmente no próximo ano. É o caso da Vivo, que realiza um experimento com o 5G em ondas milimétricas (mmWave) no Rio de Janeiro em parceria com a Nokia.
Os testes estão sendo conduzidos na frequência de 26 GHz, que também será vendida no leilão e permitem maior velocidade de transferência. A utilização do espectro antes da hora foi permitida através de uma licença específica da Anatel, e Vivo e Nokia (que não é responsável pelos smartphones da HMD Global, vale lembrar) pretendem avaliar o desempenho e a maturidade do 5G com as ondas milimétricas.
O 5G com frequência mmWave está disponível no laboratório da Vivo na Barra da Tijuca e outros dois sites (antenas) localizados também na Barra e no Recreio dos Bandeirantes. A ideia das empresas é aproveitar a experiência para entender quais tipos de serviços poderão ser lançados, como banda larga fixa sem cabos (FWA).
Os testes com 26 GHz são importantes para verificar quão viável é implementar o 5G mmWave no Brasil. Por se tratar de uma frequência altíssima o alcance de sinal é severamente comprometido. Para efeito de comparação: o maior espectro utilizado pelas teles nacionais com 4G é de 2,6 GHz, e a cobertura em ambientes fechados só melhorou depois do remanejamento das bandas do 3G e 2G.
As redes 5G estão se desenvolvendo nos outros países, mas até hoje nenhuma operadora conseguiu entregar uma experiência de cobertura muito satisfatória com as frequências mmWave. O que várias teles apostam é que a frequência pode ser usada em locais específicos com grande concentração de pessoas (hotspots), como aeroportos, shoppings, grandes avenidas, estádios, etc.
Outro caso de uso interessante para o 5G mmWave é na internet fixa: a frequência alta tem muito espectro disponível, o que permite entregar velocidades na casa dos gigabits por segundo. Como o alcance do sinal também é baixo, há pouca concentração de dispositivos como no 4G ou no 5G com bandas abaixo de 6 GHz.
Fonte: Tecnoblog
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