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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Leilão do 5G: Highline quer comprar frequências para criar rede neutra

Leilão do 5G: Highline quer comprar frequências para criar rede neutra

O próximo leilão de frequências da Anatel ocorrerá em 4 de novembro de 2021, e uma nova empresa deve atuar com 5G no Brasil. Não se trata de uma operadora estrangeira e sim da Highline, que quer montar uma rede neutra móvel para atender pequenos provedores. A empresa atua mercado de infraestrutura de telecomunicações e é dona de cerca de 5 mil torres de telefonia móvel.

Com o leilão do 5G, a Highline quer criar a primeira operadora neutra móvel a nível nacional. Isso significa que a empresa não deve oferecer serviços de telecomunicações a consumidores finais, como Claro, TIM e Vivo. O negócio consiste em criar a rede e alugá-la para provedores, que podem oferecer telefonia móvel e banda larga por 5G sem investir em espectro, torres e infraestrutura.

Paulo Cézar Martins, diretor de relações institucionais e novos mercados da Highline, afirmou ao Telesíntese que a companhia deve atender todos os perfis de operadoras, sejam grandes ou pequenos. A empresa ainda não definiu se comprará um bloco nacional na frequência de 3,5 GHz ou se pretende arrematar licenças regionais em conjunto com outras operadoras.

A companhia não divulgou explicitamente quais espectros pretende comprar. Um dos entraves que a Highline encontrou para a compra do bloco nacional são as obrigações de cobertura impostas pelo edital – a Anatel não aceitou que os compromissos começassem a ser cumpridos no interior do país.

Martins comemora o fato do leilão não ser arrecadatório e que Claro, TIM e Vivo não podem comprar a frequência de 700 MHz. No entanto, ele alerta para as obrigações pesadas associadas com esse bloco, que exigirá cobertura de celular nas estradas federais.

O executivo também pondera sobre as faixas de 26 GHz (mmWave), que podem ser utilizadas para prestação de banda larga por 5G. A Highline considera o modelo de prestação de FWA (internet via redes móveis) como estratégico, mas aponta que o custo dos modems ainda é alto e que há promessas para baixar os custos desse tipo de equipamento.

Fonte: Tecnoblog

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