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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Amazon copiou produtos e priorizou linha própria em buscas, diz relatório

Amazon copiou produtos e priorizou linha própria em buscas, diz relatório
Amazon no Celular (Imagem Christian Wiediger/Unsplash)
Amazon no celular (Imagem: Christian Wiediger/Unsplash)

A Amazon na Índia copiou produtos e usou dados de vendedores de seu marketplace para priorizar a própria linha de produtos nas buscas da plataforma em detrimento de competidores. Documentos internos revelados pela Reuters detalham práticas que a companhia nega há anos, incluindo uma iniciativa de copiar e vender itens, que foi aprovada por executivos da varejista.

O time de marcas próprias da Amazon na Índia tinha uma prática sistemática de criar cópias baratas de itens considerados “de referência” e priorizar esses produtos no marketplace da varejista no país. Para colocar os produtos copiados nos primeiros resultados das pesquisas, a equipe usava dados internos de produtos mais vendidos e da própria plataforma.

Segundo o relatório, os produtos da Amazon apareciam “em 2 a cada 3” resultados de busca. E-mails internos trocados entre executivos da varejista revelam que marcas próprias pode ser uma das maiores fontes de “receita e crescimento” da companhia nos próximos anos — essa categoria pode ter “penetração maior que 10% nos negócios globais da Amazon”, segundo as mensagens.

Os documentos e e-mails obtidos pela Reuters têm datas variadas. Mas a estratégia de copiar produtos e usar dados internos para prejudicar a competição na Índia estava clara desde 2016. Um dos executivos da Amazon que aparecem na troca de e-mails autorizando a estratégia de “copiar e colar” produtos é o ex-vice-presidente sênior Diego Piacentini. Ele deixou a empresa em 2018.

Para a Amazon, era vital criar uma linha própria de produtos no mercado indiano. Uma delas, a Solimo — que inclusive tem nome baseado no brasileiro Rio Solimões —, foi tão bem-sucedida que passou a ser vendida no amazon.com, domínio americano da empresa. A marca foi impulsionada pela própria Amazon.

Um porta-voz da Amazon negou as alegações feitas pela reportagem da Reuters, e diz que as informações são “factualmente incorretas e não têm substância”. Ele acrescentou que a Amazon proíbe o “uso ou compartilhamento de dados que não são públicos ou sobre vendedores específicos para benefícios de qualquer player de seu marketplace, incluindo aqueles com marca própria”.

Fonte: Tecnoblog

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