Máquina pode ter bom senso? Pesquisador explica desafios em IA

Vivemos a era da inteligência artificial — e, para além das suas conversas engessadas com a Alexa na sala de estar, ainda há muito a se construir nesse campo. Uma das principais questões, de acordo com um pesquisador e professor assistente da Universidade do Sul da Califórnia, é fazer com que máquinas desenvolvam bom senso. “É extremamente desafiador”, diz Mayank Kejriwal.
Pense bem — o desenvolvimento de softwares é cheio de códigos e conjuntos de equações que resultam em respostas e estímulos. É possível programar uma máquina para responder sempre que você pergunta que horas são, ou quem fundou a Microsoft. São perguntas previsíveis, que podem ser rapidamente endereçadas aos bancos de dados que alimentam o programa em questão.
Com a evolução do aprendizado de máquina, equações mais complexas são colocadas à prova, nas situações mais específicas que você possa imaginar. Entretanto é exatamente aí que está o problema: não há especificidade para bom senso.
“A IA moderna é projetada para lidar com problemas altamente específicos, em contraste com o senso comum, que é vago e não pode ser definido por um conjunto de regras. Mesmo os modelos mais recentes cometem erros absurdos às vezes, sugerindo que algo fundamental está faltando no modelo de mundo da IA.”
O professor explica que o verdadeiro bom senso, tal como desenvolvido por humanos, é muito difícil de ser calculado. Trata-se de uma habilidade natural, que não é ensinada formalmente — e até para nós pode representar um desafio (vide o tanto de humanos sem o “bom senso padrão” que estão por aí).
Baseada em uma série de condições inerentes à nossa existência, essa habilidade está ligada à vida em sociedade, mas não somente ela — há aprendizados inconscientes de física e de conhecimentos abstratos, como o tempo e o espaço, que só são adquiridos… Vivendo.
Fonte: Tecnoblog
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