Pix tem recorde de transações em meio a vazamento de chaves


O Pix se tornou o queridinho dos brasileiros na hora de pagar ou transferir dinheiro. Na sexta (1), a ferramenta do Banco Central bateu recorde de operações financeiras realizadas em um único dia. Foram mais de 40 milhões de pagamentos instantâneos efetuados, e um montante de mais de R$ 26,8 milhões movimentados. Na quinta-feira (30), o BC comunicou o vazamento de 395 mil chaves de Pix, uma brecha que veio do Banese.
No dia em que o Pix foi lançado em fase restrita pelo Banco Central, 3 de novembro de 2020, a instituição registrou 2.345 transações usando a ferramenta. Na sexta, o Pix bateu o recorde de pagamentos feitos em um único dia, com 40.881.959 operações. Antes, a maior marca havia sido registrada em 6 de agosto deste ano, com 40.461.988 pagamentos únicos.
Na data em que bateu o recorde, brasileiros transferiram em média R$ 656,21 por Pix. Segundo dados do Banco Central, a maioria das chaves usadas para autorizar operações é de natureza aleatória, ou seja, quando o usuário cadastra uma sequência de números e letras singular para cada transferência feita.
Em segundo lugar na popularidade estão as chaves que usam o CPF, e em terceiro as que usam o número de celular. No total, o BC já registra mais de 300 mil senhas para transações do Pix.
O crescimento da ferramenta de pagamento instantâneo vem, contudo, com suas desvantagens: recentemente, o BC informou que 395 mil chaves do Pix foram vazadas por uma brecha de segurança no Banese (Banco do Estado de Sergipe S.A). Apesar do motivo do vazamento ainda estar sendo averiguado, a suspeita é de que os dados foram vazados por meio de phishing em duas contas do banco sergipano.
A Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) abriu uma investigação preliminar para apurar a responsabilidade do Banese pelo vazamento. Segundo o órgão, a brecha de segurança pode ter exposto os dados pessoais de usuários com contas no banco, tais como CPF.
Fonte: Tecnoblog
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