Facebook quer analisar WhatsApp para anúncios sem quebrar criptografia

Não é segredo para ninguém que o grande negócio do Facebook é mostrar propaganda com base no perfil dos usuários. A empresa, porém, estaria disposta a dar um passo adiante e usar informações criptografadas para direcionar anúncios — e isso inclui até as mensagens do WhatsApp.
As informações são de uma nova reportagem do site The Information. A publicação confirmou que o Facebook está montando uma equipe de especialistas para desenvolver modos de analisar mensagens criptografadas sem precisar quebrar a criptografia. Vários anúncios de emprego relacionados a esse projeto já foram divulgados pela rede social em seu site. A empresa diz que quer preservar a privacidade ao mesmo tempo que melhora as tecnologias de seus sistemas de propaganda.
A criptografia de ponta a ponta é um dos principais recursos do WhatsApp, e o aplicativo adora falar disso. Ela garante que o conteúdo enviado só poderá ser visualizado pelo receptor das mensagens – nem mesmo a empresa consegue saber o que foi dito ou enviado.
Para permitir o processamento dos dados das mensagens criptografadas sem precisar quebrar a criptografia, o Facebook pode usar uma técnica chamada criptografia homomórfica. Essa técnica permite que os dados sejam manipulados e processados sem que seja necessário revelar o conteúdo. O resultado do processamento desses dados é idêntico ao que seria obtido com os dados sem criptografia.
O cientista da computação Craig Gentry, um dos maiores especialistas no assunto, compara a tecnologia a uma caixa com luvas: é possível colocar as mãos nas luvas e manipular o que está dentro da caixa, mas não é possível extrair o conteúdo. Tudo que foi manipulado permanece lá, e só quem tem a chave pode abrir e remover o que está dentro.
https://www.youtube.com/watch?v=pXb39wj5ShI
Entre outros usos possíveis para essa técnica está a manipulação de dados médicos ou financeiros para análises preditivas, em que as identidades das pessoas e as informações delas são extremamente sensíveis e precisam ficar protegidas.
Fonte: Tecnoblog
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