EUA e União Europeia acusam China de atacar servidores Microsoft Exchange

Estados Unidos, Reino Unido e União Europeia divulgaram separadamente nesta segunda-feira (19) comunicados acusando hackers ligados ao governo da China de atacar servidores do Microsoft Exchange em março. A invasão prejudicou as operações de 30 mil instituições clientes da Microsoft ao redor do mundo.
O Reino Unido associou o ataque de hackers diretamente ao Ministério de Segurança de Estado da China (MSS), enquanto a UE foi mais branda no tom, ao afirmar que o ataque veio do “território chinês”.
Em seu comunicado, a Casa Branca disse que estava “profundamente preocupada” com o fato de que a China “promoveu um empreendimento de inteligência que inclui contratos com hackers que conduzem operações cibernéticas ilegais ao redor do mundo, inclusive para benefício próprio”.
“Como detalhado em documentos de acusações públicas desvelados em outubro de 2018 e em julho e setembro de 2020, hacker com um histórico de trabalharem para o Ministério de Segurança de Estado (MSS) da China conduziram ataques de ransomware, extorsões cibernéticas, crypto-jacking (usar o computador de outra pessoa para extrair bitcoins), e roubos de vítimas ao redor do mundo para obterem ganhos financeiros.”
O MSS chinês também foi acusado de ter um padrão de comportamento “inconsequente” e de espionagem. A China já negou tais acusações e de estar envolvida com a invasão hacker da Microsoft Exchange.
A advertência unificada a Pequim sinaliza uma gravidade maior neste ataque do que em invasões anteriores. Executivos dos governos ocidentais dizem que alguns aspectos dessa ofensiva cibernética aos servidores da Microsoft devem ser levados mais a sério do que nunca.
Fonte: Tecnoblog
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