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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

FBI vendeu Google Pixel modificado para rastrear criminosos

FBI vendeu Google Pixel modificado para rastrear criminosos

Google Pixels modificados foram responsáveis por pelo menos 800 prisões por polícias na Europa e na Austrália. No centro da estratégia está o FBI, agência de inteligência e investigação americana, que vendeu os aparelhos Android com um software mensageiro que prometia guardar segredo sobre as conversas de suspeitos, mas que na verdade os levava direto às autoridades.

Uma das parceiras do FBI na operação que plantou iscas em forma de celulares foi a Polícia Federal da Austrália (AFP). Ela vendeu um Google Pixel 4a que abria um software próprio, desenvolvido pelos investigadores. A operação foi revelada nesta sexta-feira pela Vice.

A operação foi revelada nesta sexta-feira pela Vice, que teve acesso ao Pixel 4a modificado. O celular aparenta ser comum por fora, mas navegando pela interface, é possível ativar recursos que o tornam atraente a qualquer um prestes a cometer crimes pela internet.

Uma das funções do software próprio, chamado de “ArcaneOS 10”, é um sistema que embaralha a chave PIN necessária para acessar o aparelho. Isso mascara a senha acessada pelo usuário por quem o observa. Outro recurso é um botão de “apagar” todos os dados do Google Pixel.

Uma senha PIN que serve como isca abre o menu principal. Nele, a pessoa vê aplicativos normais a qualquer celular, como Netflix, Android Store, Candy Crush, Facebook e Instagram. Mas nenhum deles funciona. Ao colocar o PIN correto, são abertos três apps: uma calculadora, um relógio e Preferências do Sistema — não há opção de desabilitar rastreamento por localização, ao contrário de gadgets comuns.

A artimanha é complexa: ao realizar um cálculo específico usando a calculadora do Pixel 4a, o usuário tem acesso ao Anon, um mensageiro criptografado adotado pelo FBI para flagrar criminosos que costuma usar softwares do tipo.

Fonte: Tecnoblog

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