“Epic quer que a gente seja o Android, mas nós não”, diz Apple em julgamento

Com o início do julgamento da disputa entre Epic Games e Apple na segunda-feira (4), as empresas apresentaram seus primeiros argumentos. A criadora de Fortnite apontou, entre outros pontos, para o que entende ser um monopólio no iOS. A dona da App Store, por sua vez, alegou que as demandas da produtora fariam seu sistema se transformar no Android.
“A Epic quer que sejamos o Android, mas nós não queremos ser”, afirmou a Apple. “Nossos consumidores também não querem que sejamos”. A declaração foi feita quando a empresa apontou que a Play Store tem muito mais incidentes com malware do que a App Store. O dado foi usado para defender as restrições existentes na loja de aplicativos do iOS.
Por outro lado, a Epic alega que não quer transformar o iOS no Android. A empresa afirmou que, em vez disso, pede que a Apple adote uma alternativa como a do macOS, que permite a instalação de aplicativos sem a necessidade de usar a Mac App Store. Para a produtora, o modelo também garante segurança aos usuários.
O argumento é uma resposta à Apple, que defende a instalação de apps de iOS apenas na App Store por conta da segurança. A empresa também afirma que sua loja de aplicativos oferece privacidade, estabilidade e qualidade aos usuários.
Os advogados da Epic Games voltaram a apontar para o que entendem ser práticas anticompetitivas e um monopólio da Apple. A produtora questiona a taxa de 30% pelo uso do sistema de pagamentos por compras em apps. A ação pede que a Apple seja obrigada a permitir lojas e sistemas de pagamentos de terceiros no iOS.
A criadora de Fortnite apresentou e-mails de executivos da Apple para demonstrar que as restrições na App Store são atos planejados da Apple. Um deles teria sido enviado em 2013 por Eddy Cue, vice-presidente de serviços para Tim Cook, hoje CEO da empresa, e Phil Schiller, líder da App Store.
Fonte: Tecnoblog
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