Criptomoeda monero está se tornando favorita entre criminosos

Enquanto o uso de moedas digitais por cibercriminosos se tornou uma preocupação constante de autoridades policiais do mundo todo, o bitcoin (BTC) está deixando de ser predominante em pagamentos de resgates de ransomware e para a lavagem de dinheiro. Agora, as chamadas “criptomoedas de privacidade” ganham a atenção dos hackers, especialmente a monero (XRM), que dificulta o rastreio das transações e carteiras digitais.
O bitcoin opera em uma rede blockchain aberta, na qual um livro contábil totalmente público registra todas as movimentações da criptomoeda, especificando os endereços das carteiras digitais envolvidas e a quantidade de BTC transacionada. Dessa maneira, se torna mais fácil para as autoridades rastrearem dinheiro envolvido em atividades criminosas, ainda mais com as crescentes medidas preventivas que vem sendo tomadas em múltiplos países.
Assim, as moedas de privacidade surgiram como uma ótima opção para criminosos ocultarem o rastro de seu dinheiro. A monero é a mais famosa moeda digital desse tipo. Ela foi projetado para esconder o remetente, o receptor, e também a quantia movimentada. Assim, a moeda digital se tornou uma ferramenta muito interessante para ser utilizada na lavagem de dinheiro e em pagamentos de ransomware, quando hackers tomam o controle do sistema da vítima e colocam um preço para liberá-lo.
A ascensão da monero está diretamente ligada ao aumento dos esforços de autoridades em todo o mundo para reprimir crimes cibernéticos. Assim, as criptomoedas vem recebendo mais regulamentações nos últimos meses em países como os Estados Unidos, dificultando as ações dos criminosos.
Um dos casos mais notáveis de 2021 foi o ataque de ransomware que a empresa americana de oleodutos Colonial Pipeline sofreu em meados de maio. Uma das principais distribuidoras de combustível nos Estados Unidos se encontrou totalmente paralisada por horas, afetando o fornecimento em grande parte do país, forçando a companhia a concordar em pagar cerca de US$ 4,4 milhões aos criminosos.
“Vimos grupos de ransomware mudando especificamente para a monero”, disse Bryce Webster-Jacobsen, diretor de inteligência do grupo de segurança cibernética GroupSense, ao Financial Times. A empresa já ajudou diversas vítimas a pagar resgates com a criptomoeda de privacidade “Os cibercriminosos reconheceram que é mais fácil de cometer erros com o uso do bitcoin, que acaba permitindo que as transações registradas no blockchain revelem sua identidade.”
Fonte: Tecnoblog
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