Grupos de Pix no WhatsApp viralizam, mas podem ser pirâmide

O Pix permite que transferências sejam feitas a qualquer momento e sem taxas. Não causa surpresa que essa conveniência seja explorada por quem tenta obter dinheiro fácil. Prova disso é que, nas redes sociais, “grupos de Pix” via WhatsApp estão ganhando força. É preciso ter cuidado: esses grupos podem corresponder a pirâmides ou esquemas parecidos.
Aparentemente, a ideia começou a ser divulgada no TikTok, mas logo chegou às demais redes sociais. Buscas rápidas por “grupo de Pix” no Twitter e no Instagram, por exemplo, retornam numerosas postagens tratando do assunto.
Embora possa haver uma variação entre um grupo e outro, todos seguem o mesmo princípio: uma pessoa cria um grupo no WhatsApp e convida participantes; porém, cada membro só é adicionado após fazer um Pix para o administrador do grupo.
A maioria dos grupos requer do participante uma transferência via Pix no valor de R$ 1. Também há grupos que fixam o Pix em R$ 2 e, com menos frequência, em valores superiores.
Depois de fazer o Pix, o participante entra no grupo como administrador e, a partir daí, pode recrutar outras pessoas. Estas devem fazer um Pix ao participante que enviou o convite, também entram como administradores após a transferência, devem recrutar mais gente na sequência para “lucrar” e assim o ciclo se repete.
Perceba que esse esquema segue a lógica das pirâmides, quando uma pessoa paga determinado valor para entrar e deve indicar uma quantidade de membros para obter o retorno esperado. Em certo momento, o número de participantes é tão grande que o esquema quebra, deixando boa parte deles com prejuízo.
Fonte: Tecnoblog
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