Apple paga US$ 3,4 milhões no Chile por deixar iPhones mais lentos

A Apple ainda não se livrou das complicações do BatteryGate. Depois dos Estados Unidos e alguns países da Europa, chegou a vez do Chile punir a companhia por reduzir deliberadamente o desempenho de versões antigas do iPhone. No país sul-americano, a companhia pagará indenizações cuja soma equivale a US$ 3,4 milhões.
O escândalo BatteryGate veio à tona em 2017, quando a Apple reconheceu que reduzia o desempenho de aparelhos como iPhone 6 e iPhone 7 com a intenção, de acordo com a própria empresa, de preservar a vida útil desses modelos à medida que suas baterias se desgastavam.
Na argumentação da companhia, o envelhecimento da bateria pode resultar em picos de corrente que, sob determinadas condições, causam desligamentos inesperados do celular, por exemplo.
Embora a explicação da Apple seja coerente, a companhia implementou a redução de desempenho nos modelos das linhas iPhone 6, iPhone SE e iPhone 7 sem aviso prévio e, na época, não dava ao usuário a possibilidade de esse recurso ser desativado.
Eis a consequência: a companhia foi acusada de praticar obsolescência programada com esses modelos de iPhone.
Ações judiciais foram movidas em vários países em função do BatteryGate. O Chile faz parte desse movimento. No país, um processo coletivo exigiu indenização da Apple para mais de 150 mil usuários das mencionadas linhas.
Fonte: Tecnoblog
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