Google cresce em buscas na Europa mesmo após ação antitruste

O Google recebeu em 2018 uma multa de 4,3 bilhões de euros (cerca de R$ 30 bilhões na cotação atual) por violar leis antitruste na União Europeia. O caso tratou do uso da posição dominante do Android para favorecer o buscador da empresa. Como parte da decisão, a companhia foi obrigada a oferecer alternativas de busca. Porém, seu serviço continuou crescendo na região.
A ordem para o Google apresentar sugestões de buscadores na configuração do Android ficou longe de impactar os negócios da empresa. Em julho de 2018, quando a multa foi aplicada, a versão do buscador para Android e iOS tinha 96,92% do mercado na União Europeia, segundo o Statista. Em fevereiro de 2021, a participação chegou a 97,07%.
Um dos fatores que contribuíram para que o mercado ficasse praticamente igual é o método para apresentar outros buscadores no Android. O Google começou mostrando concorrentes levando em conta a popularidade de cada um, mas, depois, adotou um sistema de leilão em que os serviços precisam pagar para aparecerem como sugestões.
Configuração do Android na UE permite escolher buscador padrão (Imagem: Reprodução/Google)
A empresa revelou o resultado do leilão para o segundo trimestre na segunda-feira (8), com dados de quais buscadores aparecerão em cada país. O Bing venceu em 13 países e o DuckDuckGo em três. A disputa, no entanto, é dominada por serviços pouco conhecidos, como o GMX, que venceu em 23 países, e PrivacyWall, em 30 países.
Os principais vencedores do leilão são praticamente clones do Google e não oferecem uma grande mudança aos usuários. Por outro lado, os serviços que são, de fato, alternativas afirmam que não conseguem competir em maior escala por conta das regras do leilão.
Fonte: Tecnoblog
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