Celulares da Xiaomi tinham falha de segurança em app de segurança

Um aplicativo de segurança da Xiaomi permitia que hackers interceptassem a conexão para roubar dados ou instalar malware, segundo pesquisadores de segurança da Check Point. A falha estava presente no aplicativo Guard Provider, encontrado por padrão em celulares com MIUI; não é possível removê-lo facilmente. Felizmente, o problema foi resolvido.
A brecha era relativamente simples: o Guard Provider baixava atualizações através de uma conexão HTTP sem criptografia. Ou seja, ele estava vulnerável a ataques man-in-the-middle: um invasor poderia injetar código para “roubar dados, enviar ransomware ou instalar qualquer outro tipo de malware”, explica a Check Point em comunicado.
Os pesquisadores notificaram a Xiaomi sobre o problema, e a fabricante lançou um patch pouco depois. “A Xiaomi está ciente disso e já trabalhou com nosso parceiro Avast para consertá-lo”, disse uma porta-voz da empresa à CNET.
Falhas de segurança no Guard Provider (com.miui.guardprovider) podem ser mais graves porque ele vem pré-instalado por padrão, e não é possível removê-lo facilmente.
Um tópico do fórum XDA Developers sobre o Pocophone F1 ensina como remover bloatware do aparelho através de root, listando uma série de apps pré-instalados. Um usuário sugere incluir o Guard Provider na lista, mas outra pessoa avisa: “depois de desinstalar os componentes de segurança da MIUI (Guard Provider), não consigo instalar nenhum aplicativo manualmente”.

O Guard Provider inclui três motores diferentes de antivírus: o usuário pode escolher entre Avast, AVL e Tencent como padrão. Então, o aplicativo atualiza periodicamente sua base de dados sobre vírus baixando o arquivo avast-android-vps-v4-release.apk, explica a Check Point.
Fonte: Tecnoblog
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