Hyperloop de até 1.200 km/h em Porto Alegre promete “quebrar paradigmas”

Porto Alegre pode ser a primeira cidade da América Latina a receber o sistema de transporte de hyperloop, que promete atingir velocidades de até 1.200 km/h. O projeto, que foi apresentado no final de janeiro, faz parte de um acordo entre o governo do Estado do Rio Grande do Sul, a empresa Hyperloop Transportation Technologies (HyperloopTT) e pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Segundo informações preliminares, a UFRGS estuda a viabilidade de uma rota que conecte Porto Alegre à Serra Gaúcha. A ideia é que o sistema seja capaz de transportar passageiros ou cargas por meio de cápsulas suspensas em uma rede de tubos de baixa pressão – tudo isso com “conforto e segurança superiores aos de aviões”.
Um dos coordenadores do estudo será o presidente da Agergs (Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do RS), Luiz Afonso Senna, que é professor titular na Escola de Engenharia da UFRGS. Segundo Senna, o “projeto é uma quebra de paradigmas em todos os modais do transporte”.
O acordo de hoje pode ser considerado bastante futurista, mas cogitamos analisar a viabilidade do projeto e, assim, lançar a primeira ideia para que, quem sabe logo adiante, possamos confirmar as condições de viabilizar o hyperloop, uma alternativa economicamente viável, segura e sustentável. A pesquisa nos permite sonhar. E o sonho começa a ser realizado a partir da vontade e da ação, e hoje temos um exemplo disso.
O estudo em parceria com a UFRGS também analisará condições ambientais, socioeconômicas e financeiras do projeto de implementação do novo sistema de transporte. A HyperloopTT afirma que uma das principais vantagens é que o sistema não depende de recursos públicos para se manter, além de ser uma alternativa sustentável do ponto de vista ambiental.
A HyperloopTT está de olho no Brasil há alguns anos e planeja incluir o país em sua segunda leva de investimentos. No entanto, a empresa encontrou alguns impasses em conversas com as autoridades governamentais.
Fonte: Tecnoblog
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