Nvidia exige que fabricantes sejam mais claros sobre GPU em notebooks


Em janeiro, a Nvidia causou polêmica ao revelar que os indicadores Max-Q e Max-P não seriam exigidos nos notebooks com GPUs da série GeForce RTX 3000. O problema disso é que esses nomes davam uma noção do desempenho gráfico dessas máquinas. Pressionada, a Nvidia decidiu exigir que os fabricantes sejam transparentes sobre as especificações gráficas de seus laptops.
Originalmente, o selo Max-Q foi criado para sinalizar uma técnica apresentada pela Nvidia em 2017 que permite ao fabricante otimizar o TGP (Target Graphic Power — parâmetro que mede o consumo de energia) para evitar que a autonomia da bateria do notebook seja severamente reduzida.
De modo complementar, o Max-P surgiu para indicar que a GPU opera em sua configuração padrão, ou seja, trabalha com todos os recursos disponíveis. Na prática, jogadores usavam essas denominações para descobrir rapidamente se um notebook de seu interesse podia aproveitar todo o potencial de um chip gráfico da Nvidia.
Mas, com a chegada da série RTX 3000 aos notebooks, a Nvidia decidiu mudar esses indicativos. De acordo com a companhia, o selo Max-Q, agora, é usado para indicar que o laptop conta com um conjunto de tecnologias que otimiza o desempenho gráfico ou melhora a experiência do usuário, como Whisper Mode 2, Dynamic Boost 2 e Advanced Optimus.
O problema é que os fabricantes têm liberdade para ajustar parâmetros das GPUs de modo a garantir o bom desempenho ou a autonomia do notebook diante de determinadas circunstâncias.
Por exemplo, a GeForce RTX 3080 pode ter seu TGP ajustado para níveis entre 80 W e 150 W. Um ajuste de 80 W vai permitir que a GPU trabalhe sem drenar rapidamente a bateria. Em contrapartida, o desempenho gráfico pode cair consideravelmente, a ponto de ficar mais baixo que o de uma RTX 3070 com TGP maior.
Fonte: Tecnoblog
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