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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Parler foi preservado em arquivo de 57 TB para investigar usuários

Parler foi preservado em arquivo de 57 TB para investigar usuários

O acesso ao Parler foi interrompido após o serviço ser banido por Google, Apple e Amazon, mas dados da atividade dos usuários ainda circulam pela internet. Isso porque milhões de posts, vídeos e fotos foram preservados antes da rede social sair do ar. O material chega a 56,7 TB e poderá ser usado em investigações que apuram a influência da plataforma na invasão ao Capitólio dos Estados Unidos.

Os dados do Parler teriam sido coletados por uma hacker que se identifica no Twitter como @donk_enby. Ela afirmou ao Gizmodo que raspou dados da rede social entre quarta (6), dia do ataque de apoiadores de Donald Trump ao Capitólio, e esta segunda-feira (11) quando o Amazon Web Services (AWS) tirou o site do ar.

Segundo ela, o trabalho resultou na coleta de cerca de 99% de todo o conteúdo que havia sido publicado no Parler, incluindo posts excluídos e privados. No Twitter, @donk_enby afirmou ainda que encontrou 1,1 milhão de URLs de vídeos, que eram armazenados no formato original e tinham metadados como o local em que os arquivos foram criados.

Em um tweet, ela demonstrou o que seriam os metadados armazenados pelo Parler. A imagem mostra, entre outras informações, as coordenadas geográficas em que houve a criação do vídeo. As informações sobre o material estão disponíveis no ArchiveTeam e, de acordo com o Gizmodo, deverão ser hospedadas também no Internet Archive.

O Parler ganhou espaço entre apoiadores de Trump que alegam haver censura a discursos conservadores em plataformas como Twitter e Facebook. A rede social, que se apresenta como um espaço que oferece “liberdade de expressão”, também permitiu publicações com discursos de ódio.

Depois da invasão ao Capitólio americano, o Parler chegou a ser um dos mais baixados na App Store. Porém, o que era um atrativo para os usuários, foi o motivo para seu banimento. O serviço foi removido da loja de aplicativos da Apple e do Google porque não conta com uma política de moderação de conteúdo para evitar conteúdos violentos.

Fonte: Tecnoblog

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