Trump busca rede social alternativa ao Twitter após ser banido

Para onde vai Donald Trump após ser banido do Twitter e várias outras redes sociais? A pergunta vem circulando há alguns dias, e ainda segue sem uma resposta oficial. Há diversos candidatos possíveis, como Parler, Gab, MeWe e Rumble; o presidente dos EUA também cogita criar uma plataforma própria. Mas elas conseguem durar?
“Estamos negociando com vários outros sites e teremos um grande anúncio em breve, enquanto também analisamos as possibilidades de construir nossa própria plataforma em um futuro próximo”, dizia nesta sexta-feira (8) um comunicado atribuído a Trump.
O presidente possui 33 milhões de seguidores no Facebook e 24,6 milhões no Instagram; ambas as redes suspenderam o perfil do presidente até pelo menos a posse de Joe Biden. Por sua vez, a conta de Trump no Twitter tinha 88,8 milhões de seguidores antes de ser suspensa de forma permanente, além de um engajamento enorme.
“Nos últimos 30 dias, Trump tuitou 18,5 vezes por dia e obteve um total de 17,2 milhões de retweets e 79,9 milhões de curtidas”, explica Lena Young, diretora de comunicações da agência Klear, ao Los Angeles Times. “Se ele quisesse gerar os mesmos resultados por meio de mídia paga, precisaria gastar aproximadamente US$ 2 milhões por mês.”
Um dos desafios para redes sociais alternativas é atrair um número suficiente de usuários, e várias delas estão de olho em Trump para se firmarem. No entanto, ainda não está claro se isso vai agregar um valor financeiro significativo para elas, o bastante para mantê-las funcionando ao longo dos próximos anos.
Acontece que essas redes sociais querem se diferenciar pela “liberdade de expressão” e, dessa forma, acabam atraindo (e permitindo) todo tipo de conteúdo envolvendo racismo, antissemitismo e supremacia branca, além de teorias da conspiração como o QAnon.
Fonte: Tecnoblog
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