Linus Torvalds culpa Intel por PCs sem RAM que corrige erros (ECC)

Memórias RAM com mecanismo para correção de erros (ECC, na sigla em inglês) são comuns em servidores e PCs de uso corporativo. Mas, no segmento de computadores para usuários domésticos, esse tipo de tecnologia é pouco frequente. De acordo com Linus Torvalds, a culpa por essa realidade é da Intel.
Erros na memória RAM podem comprometer o desempenho de uma aplicação ou, em casos extremos, até interromper a sua execução. Via de regra, o problema ocorre quando uma interferência de ordem elétrica ou magnética faz um ou mais bits de uma informação mudar para o estado oposto.
A suscetibilidade a esse tipo de problema faz parte da natureza das memórias RAM, digamos assim. Prova disso está em um estudo conduzido pelo Google (PDF) que indica que 32% de seus servidores apresentam pelo menos um erro de memória por ano.
Como os servidores do Google contam com ECC, as aplicações da companhia não são prejudicadas pelo problema, pelo menos não de modo preocupante. Isso é possível porque memórias com esse recurso usam um conjunto de bits adicionais que indica a existência de algum erro.
Nesse espaço adicional, a memória armazena um código gerado no momento da gravação do dado. Quando o dado é lido, o código gerado durante esse processo é comparado com o código armazenado na gravação.
Uma diferença entre os códigos indica a existência de um erro. Na etapa seguinte, o bit modificado é identificado e corrigido. Se dois bits tiverem mudado de estado, a detecção ocorre, mas não é corrigida. De todo modo, a maior parte dos erros de memória envolve apenas um único bit. É por isso que o ECC é tão importante.
Fonte: Tecnoblog
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