TSE confirma ataque DDoS e diz que “vazamento” tem dados antigos

Enquanto o Brasil realizava o primeiro turno das eleições municipais de 2020, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lidava com alguns incidentes, entre eles, um ataque DDoS realizado na manhã de domingo (15). O órgão também confirmou um vazamento de dados no mesmo dia, mas tranquilizou: as informações vazadas são antigas e não comprometem as eleições.
De acordo com a SaferNet, entidade que trabalha em conjunto com o Ministério Público Federal no monitoramento de fraudes eleitorais pela internet, os ataques tiveram o objetivo de desacreditar a Justiça Eleitoral e, eventualmente, servir de base para alegações de adulteração de resultados na votação.
Isso explica o vazamento em uma data crítica: às 9:25 do domingo, dados internos do TSE foram liberados na internet. No entanto, uma investigação da Polícia Federal aponta que o ataque que deu origem ao vazamento ocorreu em 23 de outubro deste ano. A liberação teria ocorrido durante o período de votação para sugerir que os sistemas da Justiça Eleitoral estão comprometidos.
O TSE destacou que o incidente envolveu apenas dados administrativos referentes ao período entre 2001 e 2010. O vazamento continha informações de ex-servidores e ministros aposentados. As investigações também apontam que o ataque foi realizado com endereços IP oriundos de Portugal.
Luís Roberto Barroso, ministro e presidente do TSE, explicou que o vazamento não teve consequências para a votação. “As urnas não estão em rede, portanto não são vulneráveis a esse tipo de ataque. Não há nada sobre isso que possa interferir no processo eleitoral”, pontuou.
Mas também houve o ataque DDoS. Thiago Tavares, presidente da SaferNet, aponta que um ataque de negação de serviço teve início às 10:41 de domingo com o objetivo de deixar o site e serviços do TSE indisponíveis. A ação teria sido realizada a partir de computadores oriundos do Brasil, Estados Unidos e Nova Zelândia.
Fonte: Tecnoblog
Entre para comentar.