WhatsApp Pagamentos é liberado na Índia e pode voltar ao Brasil este mês

Dois anos após iniciar a fase de testes, o WhatsApp Pagamentos foi finalmente liberado na Índia. O serviço foi autorizado na quinta-feira (5) pela Corporação Nacional de Pagamentos da Índia (NPCI), que regula novos sistemas de pagamentos no país. No Brasil, a expectativa é de que a opção seja liberada novamente pelo Banco Central ainda em novembro.
Para oferecer o serviço no Índia, o WhatsApp utiliza a Interface de Pagamentos Unificada (UPI), um sistema que permite a comunicação entre diferentes aplicativos. Com isso, os usuários poderão enviar dinheiro para pessoas que têm qualquer aplicativo compatível com a UPI, seja ele o WhatsApp ou o Google Pay, por exemplo.
O requisito para realizar as transferências é ter uma conta em banco e um cartão de débito no país. Depois de incluírem as informações no aplicativo, os usuários precisarão apenas inserir o valor e o PIN para confirmar a transação. O WhatsApp, por sua vez, enviará as informações para um dos cinco principais bancos indianos com quem tem acordo para permitir o envio do dinheiro.
A autorização do serviço foi anunciada pelo CEO do Facebook, Mark Zuckerberg. Em vídeo, o executivo afirmou que pagamentos digitais são importantes neste momento de pandemia por ajudarem a evitar o uso de dinheiro em espécie. “Agora, você poderá enviar dinheiro facilmente para seus amigos e familiares por meio do WhatsApp com a mesma facilidade com que enviar uma mensagem”, comentou.
Watch | Mark Zuckerberg says, “Now you can send money to your friends and family through #WhatsApp as easily as sending a message."
Apesar do avanço, o WhatsApp Pagamentos não terá um caminho fácil para crescer na Índia. O NPCI anunciou que vai reduzir os limites de transferências. Com a mudança, um serviço não poderá processar mais do que 30% do valor total movimentado por meio do sistema. O órgão determinou ainda que a opção do WhatsApp deverá respeitar um limite inicial de 20 milhões de usuários. O aplicativo conta com mais de 400 milhões de usuários na Índia.
Fonte: Tecnoblog
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