Netflix explica como sofreu falha em servidores e você nem percebeu

Mesmo com um crescimento recorde em meio à pandemia, a Netflix não sofreu quedas de serviço em 2020. Ou, pelo menos, nenhuma que tenhamos notado. A plataforma de streaming explicou nesta segunda-feira (2) o funcionamento de uma técnica criada para tornar o serviço mais estável: ela foi colocada à prova recentemente, quando ninguém ficou sem maratonar suas séries durante uma falha sistêmica.
A técnica de redução progressiva de carga baseada em prioridade é uma forma de manter partes essenciais da Netflix funcionando durante uma falha. Primeiro, a empresa definiu quais requisições são menos importantes (como registros de acesso e outras solicitações em plano de fundo), importantes (histórico, seleção de idioma ou botão de pausa) e mais importantes (o conteúdo em si, é claro).
Em caso de falha sistêmica, a Netflix leva em conta as prioridades estabelecidas e impede que seu celular, computador ou TV faça solicitações menos importantes, para que o resto continue acessível. Tudo isso parece muito óbvio agora que já foi implantado, mas a Netflix não tinha nada parecido até 2019: basicamente, os sistemas podiam ficar totalmente no ar ou totalmente fora do ar, sem um meio termo.
Esta animação mostra como ainda era possível iniciar a reprodução de um episódio de Cobra Kai mesmo com boa parte das requisições sendo recusadas (503 é um código padrão HTTP de indisponibilidade de servidor; 200 é quando deu tudo certo):
Um monte de coisa dando erro, mas o essencial está funcionando (Imagem: Divulgação/Netflix)
Nos bastidores, quem faz todo o controle é o Zuul, serviço de roteamento criado pela Netflix que inclusive tem código aberto. Ele monitora continuamente os diversos serviços que compõem a Netflix: se a latência ou a taxa de falhas em um deles ultrapassar um limite pré-definido, o tráfego do serviço em questão é limitado para mantê-lo em funcionamento.
Fonte: Tecnoblog
Entre para comentar.