Cybercode
tecnoblog
tecnoblog
Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Claro, TIM e Vivo querem comprar Oi Móvel por R$ 16,5 bilhões

Claro, TIM e Vivo querem comprar Oi Móvel por R$ 16,5 bilhões

Claro, TIM e Vivo formalizaram nova oferta vinculante pela Oi Móvel. As operadoras apresentaram uma proposta de R$ 16,5 bilhões pela companhia e consideram a possibilidade de assinar um contrato de longo prazo com a Oi Fixa para fornecimento de infraestrutura. Com isso, o grupo de teles espera superar o negócio proposto pela Highline, que quer se consolidar como um provedor de rede neutra.

A proposta foi divulgada por meio de fato relevante na noite de segunda-feira (27) e condiciona a negociação da Oi Móvel como stalking horse — ou seja, Claro, TIM e Vivo teriam direito de cobrir o valor de um eventual proponente. Na divulgação da reestruturação do negócio, a Oi informou que quer pelo menos R$ 15 bilhões pela unidade produtiva isolada de ativos móveis.

A compra da Oi Móvel pela Claro, TIM e Vivo resultaria na perda de um player nacional de telefonia móvel. Para aprovar o negócio, as compradoras teriam de dividir os clientes, ativos de infraestrutura e espectro da Oi. A companhia detém 16,3% do mercado de linhas celulares, com 36,6 milhões de clientes. A Oi Móvel possui maior relevância no Ceará, Paraíba e Pernambuco, onde é líder em participação de mercado.

A perspectiva das interessadas é que a compra da Oi Móvel irá agregar valor para os acionistas, clientes e o setor como um todo, inclusive com “melhora da competitividade do setor de telecomunicações brasileiro”. O negócio é de extrema importante para a Oi: caso o negócio seja concretizado, a companhia pretende encerrar o processo de recuperação que se estende desde 2016 e colocar o plano estratégico de expansão da rede de fibra óptica, responsável pelo serviço Oi Fibra.

Em ocasião passada, o Conselho Administrativa de Defesa Econômica (Cade) alertou que a redução do número de grandes operadoras móveis de três para quatro poderia aumentar a possibilidade de atuação coordenada, como uma espécie de cartel entre as adquirentes.

A Highline, outra interessada, tem uma motivação diferente: a empresa quer adquirir a totalidade da UPI de Ativos Móveis, depois revender o espectro e a base de clientes. Com isso, o grupo quer ser um fornecedor de infraestrutura para operadoras de celular com uma ampla rede neutra por todo o Brasil. A empresa é controlada pelo fundo americano Capital Colony.

Fonte: Tecnoblog

Publicidade