TSMC para de vender chips à Huawei, sua maior cliente

A taiwanesa TSMC, maior fabricante independente de chips, confirmou na quinta-feira (16) que parou de aceitar novas ordens de compra da Huawei, cumprindo uma determinação dos Estados Unidos, que mantém sanções contra a companhia chinesa. A Huawei foi a maior cliente da TSMC em 2019, sendo responsável por 23% do faturamento da gigante dos semicondutores.
Apesar de estar sediada em Taiwan, a TSMC segue as regras do Departamento de Comércio dos Estados Unidos porque utiliza tecnologia americana na fabricação dos chips. Com o embargo, a TSMC só pode vender chips para a Huawei se conseguir uma licença dos órgãos reguladores americanos, o que não deve acontecer tão cedo.
Segundo a TSMC, novas ordens de compra da Huawei não estão sendo aceitas desde 15 de maio. Contratos fechados até essa data continuam valendo, mas a fabricante taiwanesa diz que não planeja enviar mais nenhum chip para a Huawei a partir de 15 de setembro.
A HiSilicon, divisão de semicondutores da Huawei, é uma companhia fabless: isso significa que, assim como Qualcomm, Apple e AMD, ela projeta seus próprios chips, mas o processo de fabricação fica a cargo de outra empresa. Sem a TSMC, a Huawei terá que procurar outro fornecedor.
O problema é que não existem muitas fabricante de chips no mundo, e as poucas opções do mercado utilizam tecnologia americana, como nota o AnandTech. Mesmo a SMIC, maior empresa do segmento na China, com sede em Xangai, depende de processos criados nos Estados Unidos.
Embora seja mais conhecida pelos chips Kirin para smartphones e tablets, a Huawei é uma grande fornecedora de processadores para câmeras IP, televisores e, claro, equipamentos de infraestrutura de rede, segmento em que ela é líder. Recentemente, a empresa também entrou no mercado de processadores para servidores.
Fonte: Tecnoblog
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