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Tecnologia · · 3 min de leitura ·

Huawei tenta explicar como vai lançar Mate 30 sem Google

Huawei tenta explicar como vai lançar Mate 30 sem Google

Direto de Munique — A Huawei renovou a linha Mate com câmeras aprimoradas para filmagem, processador mais rápido e uma tela OLED enorme com curvatura acentuada no modelo mais caro, mas há um problema: o Mate 30 e o Mate 30 Pro não podem vir com nenhum aplicativo do Google, devido às sanções americanas. Como a empresa vai lidar com isso? O CEO tentou explicar a situação.

Apesar de não ser um entrave na China, onde a Huawei continua vendendo bem, a ausência da Play Store é grave no ocidente, onde a dependência da gigante das buscas (e das empresas americanas em geral) é maior. Como a fabricante chinesa está impedida de fazer negócios com o Google, o Facebook, a Uber ou o Twitter, é difícil até mesmo popular sua loja de aplicativos própria, a AppGallery.

Por isso, não é de se espantar que o cronograma de lançamentos do Mate 30 ao redor do mundo… não exista ainda. Como destaca o GSMArena, o CEO Richard Yu confirmou que o Mate 30 será vendido inicialmente no continente asiático, já que a aceitação de um Android sem Google é maior nessa região. Já na Europa, outro mercado importante para a marca, os smartphones não têm nem previsão de lançamento, embora os preços tenham sido revelados no palco em euros.

Huawei Mate 30 Pro

A subsidiária latino-americana da Huawei também mudou sua estratégia de mídia. Até então, quando um novo smartphone premium era lançado, como no caso do P30 Pro, unidades de teste eram fornecidas aos veículos especializados logo após o evento de lançamento global, o que também agilizava a produção dos reviews. Desta vez, o produto será emprestado apenas nos países dos respectivos jornalistas em um momento indefinido no futuro.

Yu também declarou que “existem muitos aplicativos de terceiros e lugares onde você pode fazer download de qualquer aplicativo”, uma referência às lojas alternativas à Play Store, como a Aptoide — que afirma ter mais de 200 milhões de usuários ativos e pagar mais aos desenvolvedores, cobrando no máximo 19% de comissão para compras dentro de aplicativos, contra 30% ou 50% de outras lojas.

Huawei Mate 30 Pro

Mas o problema é mais profundo: certos aplicativos são dependentes não apenas das APIs de código aberto do Android, mas também de componentes proprietários do Google, que precisam ser licenciados. O exemplo mais óbvio são os jogos: alguns exigem que você instale o Google Play Games para serem executados. O mesmo vale para serviços de streaming de mídia ou que usem mapas do Google. E aí, como fica?

Fonte: Tecnoblog

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