Amazon deverá informar dados de invasor que colocou “gemidão” na Alexa

Após o caso do “gemidão do WhatsApp”, a Justiça brasileira precisa lidar com um caso semelhante envolvendo a Alexa. A Amazon, fabricante do alto-falante que conta com a assistente, foi condenada a fornecer dados do invasor que fez o dispositivo emitir sons de “gemidos sexuais”.
A primeira vítima do “gemidão” na Alexa foi uma psicóloga que ganhou um Amazon Echo de presente. O aparelho teria sido invadido enquanto ela estava viajando. Nesse período, ele reproduziu os sons por mais de 24 horas seguidas.
O alto-falante foi desligado apenas quando a proprietária recebeu relatos de vizinhos do condomínio sobre um “gemido ensurdecedor”. Ela pediu, então, que uma funcionária que trabalhava em sua casa fosse até o local para desligar o aparelho.
A situação voltou a se repetir semanas depois, quando a psicóloga já estava em casa e impediu que os gemidos continuassem. Segundo a proprietária, a invasão levou até mesmo a “afirmações de que os barulhos seriam reais e não meras reproduções”.
No processo, os advogados afirmaram que a psicóloga não queria penalizar a Amazon e, sim, quem invadiu o aparelho. Por isso, ela precisava que a Justiça ordenasse a empresa a fornecer os dados do invasor para processá-lo.
Com base no Marco Civil da Internet, a acusação afirmou que a psicóloga tem o direito de pedir à Justiça as informações de registro de conexão “com o propósito de formar conjunto probatório em processo judicial”.
Fonte: Tecnoblog
Entre para comentar.