Apple propõe sistema de anúncios online que coíbe rastreamento

O nome não é dos mais amigáveis, mas não é difícil entender a proposta: a premissa básica é a de que as redes de anúncios identifiquem quando e onde uma ação — como uma compra em uma loja online — foi realizada, mas não por quem.
Hoje, essas redes funcionam assim, basicamente: ao buscar um produto na web e clicar em um anúncio, cada ação realizada por você no site de destino é acompanhada por uma pixel de rastreamento (normalmente, uma imagem em tamanho de 1×1 pixel) que informa à plataforma de anúncios (e, eventualmente, a outros sistemas) todos os seus passos.
A combinação dessas informações com cookies permite à loja saber qual o caminho que você percorreu até comprar um produto, realizar campanhas de e-mail marketing personalizadas com base nos itens que você visualizou, oferecer promoções baseadas em histórico de acessos (mesmo que de outras lojas) e por aí vai.

Esses sistemas são bem aceitos porque geram resultados. A contrapartida é a sua privacidade: o uso de pixels de rastreamento e cookies possibilita às lojas e plataformas de anúncios criar perfis de usuários ou clientes em potencial com base em interesses, hábitos de consumo, geolocalização, entre outros parâmetros.
Muitas vezes, o nível de rastreamento é tão profundo que o usuário, após pesquisar por um produto, acaba recebendo um e-mail ou mensagem via WhatsApp com ofertas sobre o item pesquisado de lojas em que ele não tem cadastro ou fez login.
A defesa dos usuários contra esse tipo de rastreamento tem sido o uso de bloqueadores de anúncios. A Apple propõe um ecossistema mais equilibrado para evitar medidas tão drásticas.
Fonte: Tecnoblog
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