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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Governo pode barrar monitoramento da quarentena via celular

Governo pode barrar monitoramento da quarentena via celular

Um acordo entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e as operadoras de celular Claro, Oi, TIM, Vivo e Algar renderia um mapa de calor apontando o deslocamento de pessoas durante a pandemia de coronavírus (Covid-19). No entanto, a pedido do presidente Jair Bolsonaro, o monitoramento nacional não deve ser implementado.

O ministro Marcos Pontes publicou em seu perfil do Instagram que, em 27 de março, divulgou um vídeo explicando como seria feito o monitoramento. No dia seguinte, ele recebeu ligação de Bolsonaro solicitando prudência e pedindo que a ferramenta “só fosse usada após análises extras pelo governo”. Ele decidiu apagar o vídeo; o anúncio oficial da parceria com as operadoras só veio em 2 de abril.

Segundo o colunista Lauro Jardim, do Globo, Bolsonaro ligou para Pontes no último sábado (11) pedindo para suspender o projeto, alegando que “há riscos para a privacidade do cidadão e que a Presidência precisa estudar melhor o tema”. A ferramenta já havia sido aprovada pela Advocacia Geral da União.

Então, no domingo, veio a nota do ministro no Instagram. No entanto, ele afirma que a ferramenta ainda está sob avaliação do governo federal e que “será usada APENAS se análises garantirem a eficiência e a proteção da privacidade dos brasileiros”.

O ministro finaliza lembrando que os estados têm autonomia e podem solicitar o monitoramento direto com as operadoras: “o governo federal não tem controle ou participação nesses acordos”, diz Pontes.

Sendo assim, continua em vigor a parceria do governo de São Paulo, por exemplo: inicialmente o acordo era apenas com a Vivo, mas depois se estendeu para Claro, Oi e TIM.

Fonte: Tecnoblog

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