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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Facebook não conseguiu impedir upload de 300 mil vídeos do ataque na Nova Zelândia

Facebook não conseguiu impedir upload de 300 mil vídeos do ataque na Nova Zelândia

Como que para mostrar que agiu rapidamente, o Facebook revelou no domingo (17) que barrou 1,5 milhão de vídeos com imagens do atentado em Christchurch, na Nova Zelândia, que resultou na morte de 50 pessoas e deixou outras 50 feridas. É um número expressivo de bloqueios, mas que também revela um ponto fraco: 300 mil desses vídeos — ou seja, 20% deles — só foram removidos da rede social depois de publicados e, provavelmente, visualizados.

O autor do atentado usou o Facebook para transmitir, em tempo real, parte dos ataques às mesquitas na Nova Zelândia. Isso fez a rede social ser duramente criticada. Em resposta, o Facebook disse ter sido alertado pela polícia e que, por conta disso, excluiu o vídeo minutos depois do início da transmissão.

As contas do atirador no Facebook e Instagram também foram excluídas. Mas esse foi só o início dos esforços. Nas horas seguintes, milhares de vídeos contendo imagens do ataque ou manifestando apoio ao atentado foram enviados à rede social.

De acordo com o Facebook, 1,2 milhão de vídeos que correspondem a esses critérios foram barrados enquanto ainda estavam sendo enviados à rede social. Isso só nas primeiras 24 horas após o ataque.

In the first 24 hours we removed 1.5 million videos of the attack globally, of which over 1.2 million were blocked at upload…

O conteúdo removido no início serviu de base para que os algoritmos do Facebook pudessem identificar automaticamente as tentativas de publicação posterior de vídeos ou imagens com cenas do ataque. Até publicações com cortes ou ocultação de cenas fortes foram barradas. O problema é que esse sistema não é perfeito: o TechCrunch relata que, 12 horas após o atentado, ainda era possível encontrar na rede social diversos vídeos com imagens do massacre.

Fonte: Tecnoblog

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