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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Grindr é vendido por dono chinês após acusações dos EUA

Grindr é vendido por dono chinês após acusações dos EUA

O Grindr tem uma história tão curiosa que até virou assunto da série Silicon Valley na HBO: o aplicativo foi vendido para a chinesa Beijing Kunlun, mas o governo dos EUA considerou a aquisição como uma ameaça à segurança nacional. Agora, o app de encontros para gays está indo de volta para mãos americanas.

A Beijing Kunlun diz à Reuters que concordou em vender o Grindr por cerca de US$ 608 milhões para uma empresa com sede nos EUA, a San Vicente Acquisition Partners. Um de seus investidores é James Lu, ex-executivo do Baidu, mas o grupo é “totalmente detido e controlado por americanos”, segundo o TechCrunch.

Em 2016, a Kunlun adquiriu participação majoritária no Grindr por US$ 93 milhões, e comprou o restante da empresa dois anos depois. Nenhuma dessas transações foi levada para análise da CFIUS (Comitê de Investimentos Estrangeiros nos Estados Unidos).

Este comitê decidiu que a venda do Grindr para uma companhia com sede em Pequim constituía uma ameaça à segurança nacional dos EUA. O app tem 27 milhões de usuários ativos por mês e se descreve como a maior rede social para a comunidade LGBTQ.

No ano passado, a Reuters revelou que a Kunlun permitiu que seus engenheiros na China acessassem dados pessoais de milhões de americanos, incluindo mensagens privadas e status de HIV.

A aquisição do Grindr pela San Vicente Acquisition Partners terá que passar por análise da CFIUS, e deve ser concluída até junho de 2020.

Fonte: Tecnoblog

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