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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Dados de 2,4 milhões de usuários de câmeras de segurança estavam expostos

Dados de 2,4 milhões de usuários de câmeras de segurança estavam expostos

Eis um problema da internet das coisas: quando tudo está conectado, tudo fica mais vulnerável. A Wyze, empresa que vende câmeras de segurança, tomadas inteligentes e lâmpadas conectadas de baixo custo, tinha uma falha em sua plataforma que permitiu o acesso indevido a dados de 2,4 milhões de usuários.

A vulnerabilidade foi descoberta pela consultoria de segurança Twelve Security, que afirma nunca ter “encontrado uma brecha dessa magnitude”. O problema estava nos bancos de dados de produção da empresa, que “foram deixados inteiramente abertos à internet”. Isso deixou expostos dados como nomes de redes Wi-Fi, tokens de acesso à Alexa e até medidas corporais de usuários.

A descoberta chama atenção porque todos os 2,4 milhões de usuários afetados são de fora da China, e há indicações de que os dados são enviados para a nuvem da gigante chinesa Alibaba. “Se isso foi espionagem intencional ou negligência grave, continua sendo uma ação maliciosa que deve ser respondida na forma de uma investigação decisiva, externa e rápida pelas autoridades dos EUA”, diz a consultoria.

Wyze Cam V2

Entre os dados vazados estão nomes de usuário, e-mails, lista de todas as câmeras associadas à conta, nomes de redes Wi-Fi (SSID), data e horário de login, tokens de acesso aos aplicativos móveis (Android e iOS) e 24 mil tokens de acesso à Alexa, para os que integraram as câmeras de segurança da Wyze à plataforma da Amazon.

Informações de saúde de uma parcela dos usuários também teriam sido alvos do vazamento, incluindo altura, peso, gênero, densidade óssea, massa óssea e ingestão diária de proteínas, de acordo com a Twelve Security.

Em nota, a Wyze confirmou que uma brecha de segurança entre os dias 4 e 26 de dezembro de 2019 deixou os dados de usuários expostos. Segundo a empresa, um erro cometido por um funcionário resultou na remoção de protocolos de segurança de um dos bancos de dados, que “continha apenas uma porção dos dados”.

Fonte: Tecnoblog

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