Examinando adware, os anúncios invasivos que estão em todo lugar

De julho de 2018 a julho de 2019, a nuvem da Kaspersky, registrou 22 tentativas de infecção por malware por segundo no Brasil. A cifra sobe para 45 ataques por segundo se considerados os 20 países da América Latina. Na região, vivem cerca de 600 milhões de pessoas — a maioria conectada à internet ao menos por celular. Entre as principais ameaças estão: crackers do Windows 64 bits (pirataria) e adware (propaganda invasiva).
O Brasil lidera a lista de países com o maior número de tentativas de ataque do tipo, seguido pelo México – respectivamente, 7º e 11º colocados no ranking global de 20 países que mais sofrem tentativas de infecção, seja no computador ou smartphones.
Falando apenas de celulares, usuários latinos foram alvo de 6 tentativas de ataque de malware móvel por minuto no mesmo período. Novamente, com mais habitantes conectados em toda a região, Brasil (6º no top global) e México (9º) puxam essa fila.
Chama atenção que, tanto nos smartphones, quanto nos computadores, o top 10 de tentativas de infecção é liderado por adware. Só nos celulares, quase metade dos malware móveis mais populares são deste tipo. Uma dor de cabeça comum para muitos donos de smartphones e tablets Android, que representam 81% da amostra de dados anônimos de usuários da Kaspersky Security Network (a KSN, nuvem da companhia).
O adware é facilmente detectável, impacta e muito a experiência do usuário, exibindo anúncios em demasia, às vezes em tela cheia. Na visão de Fabio Assolini, analista sênior da empresa russa de segurança, isso é resultado da indústria dos aplicativos freeware.
O especialista aponta que há várias formas de monetizar e obter retorno financeiro e o desenvolvedor é quem decide o quanto de dinheiro pretender ganhar num app grátis.
Fonte: Tecnoblog
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