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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Rappi e Uber se isentam de morte de entregador em resposta ao Procon-SP

Rappi e Uber se isentam de morte de entregador em resposta ao Procon-SP

A Fundação Procon-SP notificou a Rappi e a Uber após a morte de um entregador na cidade de São Paulo: o motoboy teve um AVC (acidente vascular cerebral), o atendimento de emergência não enviou uma ambulância após ser contatado, e um motorista da Uber se recusou a levá-lo ao hospital. As empresas negam responsabilidade dizendo que prestam serviços aos motoristas e entregadores, não o contrário.

Para recapitular: no início de julho, Thiago de Jesus Dias passou mal ao fazer uma entrega e perdeu a consciência. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi contatado, mas nenhuma ambulância chegou.

As pessoas que o socorreram decidiram chamar um Uber; segundo as testemunhas, o motorista cancelou a corrida após ver que o entregador, já deitado no banco de trás do veículo, havia urinado nas roupas. Thiago foi transportado até o Hospital das Clínicas por amigos de carro, mas sofreu morte encefálica.

A Rappi explica em resposta ao Procon-SP que “não contrata os entregadores parceiros; muito pelo contrário, são os entregadores parceiros que contratam a Rappi para, por meio de plataforma tecnológica disponibilizada, entrar em contato com os usuários e angariar clientes para a sua atividade comercial de motofrentistas”.

A empresa também lembra que está desenvolvendo um botão de emergência para o aplicativo dos entregadores. Ele permitirá acionar o suporte telefônico da Rappi ou as autoridades, como a polícia ou o Samu.

A Uber ofereceu uma resposta semelhante à Rappi: ela não contrata os motoristas, e sim o contrário. “O motorista parceiro cadastrado não presta serviços à Uber, mas, sim, aos usuários da plataforma… ou seja, a relação é exclusivamente comercial, pela qual o motorista parceiro é o contratante da Uber para a utilização de sua plataforma tecnológica”.

Fonte: Tecnoblog

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