TIM e Vivo apontam riscos à concorrência na fusão da Claro e Nextel

A Claro fechou negócio em março e comprou a Nextel por R$ 3,47 bilhões: o negócio precisa ser aprovado por órgãos reguladores, como a Anatel e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), e as operadoras TIM e Vivo apontam riscos à concorrência nessa fusão. Elas dizem que isso vai gerar concentração de mercado nos estados de Rio de Janeiro e São Paulo, e vai deixar uma faixa grande de espectro nas mãos de uma só empresa.
Quando duas ou mais empresas se fundem, o Cade realiza o ato de concentração, no qual partes interessadas podem se manifestar sobre como o negócio afeta o mercado e quais impactos seriam causados.
Uma das preocupações da TIM é a concentração de clientes: ela teme que Claro e Vivo concentrem 70% do mercado no Rio de Janeiro e São Paulo, dois dos estados mais populosos do país.
A operadora italiana aponta que “grande parcela de mercado será efetivamente concentrada entre somente duas prestadoras (Claro e Vivo), as quais, de maneira combinada, controlariam quase 70% da participação de mercado (…), o que praticamente configura um cenário de duopólio em dois dos três estados com maior população em todo o país”.
De acordo com dados de abril de 2019 do Teleco, a soma do market share entre Claro e Nextel no estado do Rio de Janeiro seria de 39,5%, seguido pela Vivo com 28,1%, TIM com 17,8% e Oi com 14,4%. Já em São Paulo, a Vivo é líder de mercado com 36,7%, enquanto a Claro com a Nextel têm 28,1% no total, contra 24,1% da TIM.
Em nível nacional, a Claro se manteria no segundo lugar adicionando as linhas da Nextel, totalizando uma participação de mercado de 26,2%. A TIM está em terceiro lugar com 24,1%, enquanto a Vivo segue na liderança com 32,2% das linhas móveis.
Fonte: Tecnoblog
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