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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

“Máfia” de 19 brasileiros vira alvo do FBI por fraude em contas da Uber

“Máfia” de 19 brasileiros vira alvo do FBI por fraude em contas da Uber

Um integrante que faz parte de uma quadrilha de brasileiros nos Estados Unidos acusada de falsificar e vender contas em serviços de delivery e aplicativos de corrida, como Uber e Lyft, confessou na semana passada detalhes da operação da “Máfia” — nome dado ao grupo de WhatsApp criado pelos suspeitos. Flávio Cândido da Silva, 36, confirmou que recebeu cerca de US$ 200 mil por vender perfis falsos para motoristas que, caso contrário, não seriam aceitos pelas plataformas.

Segundo a investigação liderada pelo Federal Bureau of Investigations (FBI), Flávio e mais 18 brasileiros roubaram dados de vítimas e falsificaram documentos para criar identidades falsas e forjar contas em plataformas como Uber, Lyft, DoorDash — app de delivery popular nos EUA — e outros dois serviços de entrega não revelados.

De acordo com documentos reunidos pelo Departamento de Justiça dos EUA, os brasileiros usavam o WhatsApp para combinar preços que eram cobrados aos motoristas que usavam as contas falsas — para que a taxa de um não se sobrepusesse à de outro. O grupo no mensageiro foi criado em junho de 2020 por Priscila Barbosa, uma das brasileiras suspeitas de integrar o esquema e que residia em Massachusetts, no nordeste do país.

A quadrilha opera, contudo, desde janeiro de 2020, como apontam as autoridades. Quando a pandemia chegou, os brasileiros se adaptaram, e deixaram de exclusivamente falsificar identidades para Uber e Lyft para incluírem apps de delivery no esquema. O motivo é o impacto negativo que o surto do coronavírus teve no setor de transporte por aplicativo.

A quadrilha de brasileiros fraudou pelo menos 2 mil identidades, segundo a investigação. Os criminosos pediam para tirar fotos de documentos das vítimas durante a entrega de bebidas, para “checar” a idade do cliente. Em outros casos, os motoristas que tinham as identidades falsas colidiam de propósito com o carro das vítimas, de modo a obter fotos da carteira de motorista e número de segurança social da pessoa.

A partir desses dados, os golpistas forjavam novas carteiras de motorista para pessoas que não seriam aceitas pelos aplicativos, ou que simplesmente não atendiam aos requerimentos para trabalhar formalmente nos EUA. Para que o documento parecesse mais realista, as imagens das vítimas eram editadas no Photoshop, o que driblava a checagem visual que Uber e Lyft usam para reconhecer o dono da conta. Outra fonte dos dados foi a dark web.

Fonte: Tecnoblog

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