Combatendo bitcoin, China já levou yuan digital para 20% da população

O aplicativo da carteira do yuan digital tem adesão cada vez maior dos chineses. O app, criado pelo People’s Bank of China (PBOC, ou Banco do Povo da China, em tradução literal), é um dos mais baixados do país, com 261 milhões de contas individuais abertas — ou um quinto da população da China —, sem contar as empresas cadastradas. O governo quer desassociar moeda digital dos criptoativos, como bitcoin, que são proibidos em território chinês.
O yuan digital vem se popularizando na China como um meio alternativo de pagamento às carteiras digitais já presentes, como Alipay e WeChat Pay. De acordo com Zou Lan, diretora de mercado financeiro do PBOC, usuários do e-CNY — carteira digital do banco central — já movimentaram mais de 87,5 bilhões de yuans — o equivalente a US$ 13,78 bilhões.
Pelos últimos dois anos, a China colocou o yuan digital em fase de testes, realizando programas piloto em diversas cidades do país, como Shenzhen.
Antes, para se tornar um usuário da e-CNY, era necessário fazer uma aplicação em um teste, que levava ao cadastro em uma fila. Mas isso acabou em 2022, quando o banco central decidiu disponibilizar a carteira do yuan digital para iOS e Android, na tentativa de acelerar o desenvolvimento do moeda.
A e-CNY tem o objetivo de diversificar as formas de pagamento permitidas pelo PBOC, satisfazer a demanda do público chinês por uma moeda digital e pavimentar o caminho para inclusão financeira.
A ansiedade do chinês por uma moeda digital aumentou em julho de 2021. Na época, a China proibiu todas as transações com bitcoin, ether e outros criptoativos. Isso porque, segundo o governo chinês, eles são usados para fins ilícitos, como lavagem de dinheiro, além de serem voláteis, altamente especulativos e sem valor intrínseco.
Fonte: Tecnoblog
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